Cada um de nós traz uma história. E toda história pode ser pequena ou grande. Depende de como vamos olhá-la, de como vamos escolher contá-la. Como coaches, somos recontadores de histórias. Muitas vezes, precisamos contar a história do coachee para ele mesmo, para que, através dos nossos olhos, ele veja o quanto é grande. Assim foi com Ana Karenina.

Ana Karenina chegou à nossa pós-graduação do jeitinho dela. Aos 31 anos, se apresentou com simpatia e profissionalismo típico de alguém que vem da formação e trabalho militar. Cabelos alisados, roupa alinhada, nada fora do lugar. Pontual, responsável e desejosa de construir uma nova carreira profissional. Também trazia com ela uma fé praticante que a impulsionava na direção do outro. Queria se formar coach para ajudar pessoas, para cumprir sua missão no mundo. Vi no olhar dela, naquele dia, certa tristeza e ao mesmo tempo muita profundidade. Mas era apenas nosso primeiro encontro.

Muito havia para se revelar. Eu, como coach que sou, curiosa pelo devir humano e seus caminhos, sempre me encanto com as pessoas. Algumas, em especial, chamam minha atenção. Ana Karenina foi uma delas.

Ao longo da pós, aos poucos, ela foi revelando sua história. Havia sido casada, engravidou milagrosamente. Por ter um quadro severo de endometriose, nenhum médico julgava possível. Mas aconteceu. A alegria foi grande, um milagre mesmo! A gravidez foi muito curtida. Descobriram que seria uma menina! Ela não poderia estar mais feliz.

Mas, como um serzinho de luz, a jornada da sua pequena na Terra seria bem curta. Com poucos dias de nascida, ela faleceu. O mundo parou para Ana. Desolação, tristeza… O golpe foi profundo, a dor tamanha. O casamento não resistiu e o marido foi embora ainda enquanto viviam o luto.

Parece que a vida, que caminhava em uma direção, deu uma grande virada e estava bem difícil para colocar as coisas no lugar. Até porque não havia lugar.

 

“Entrei para o serviço militar porque todo mundo dizia que só o serviço público garantia felicidade. E passei muito tempo fazendo tudo o que todo mundo dizia que era o certo e o melhor para mim. Só larguei a Aeronáutica porque a Pós me ajudou a ter forças e a me permitir querer o que eu queria.”

 

Ana já trazia em si uma alma aprendiz. Pela fé que sempre nutriu, nunca se sentiu desamparada. Embora muito triste e em alguns momentos sem perspectiva, sempre olhou para vida com o desejo de descobrir o que tinha a aprender com aquilo tudo.

Durante a pós, Ana Karenina foi revisitando sua história. Se permitiu falar sobre essas dores, sobre seus fantasmas e, aos poucos, foi construindo espaços de aceitação.

Em uma atividade de psicodrama feita em um dos seminários, Ana “visitou” a sua criança:

 

“Eu percebi que tinha perdido a vontade e o prazer de viver, e que precisava me reconectar com isso”.

 

A nossa Pós-graduação em Coaching Ontológico traz uma proposta diferente de todas as outras. É muito profunda e vivencial. Há um módulo inteiro dedicado ao autoconhecimento, à reconexão consigo mesmo, ao reconhecimento e fortalecimento do ser autêntico que habita cada um de nós. É um mergulhar profundo sustentado pela apropriação dos conceitos do coaching ontológico, pelas sessões individuais de coaching, pela comunidade construída com os outros participantes e pelo suporte que toda a metodologia e estrutura oferece.

 

 “Conhecer e aprender a escutar meu corpo e minhas emoções me fizeram conectar com meus desejos mais profundos e a respeitá-los. Dessa forma, eu aprendi a me comprometer comigo mesma e a correr atrás do que eu queria, apesar do medo que sempre me acompanhou. Viver a oficina foi me reconhecer capaz de tocar pessoas e, em seguida, poder atender (como coach aprendiz) em um espaço de acompanhamento e segurança me trouxe de volta o poder de seguir meus sonhos.”

 

Ana Karenina começou a entender que podia falar da dor, mas não precisava falar a partir dela. Poderia falar a partir da alegria de falar da dor, com a certeza de que tinha uma comunidade com desejo de escutá-la, uma comunidade amorosa e empática querendo aprender com ela. Ela começou a se redescobrir a partir da sua dor. A dor foi o portal!

Neste caminho, Karenina começou a fazer novas declarações de vida para se reconstruir. Culminou na saída do serviço militar e, sabe aquele cabelo alinhadinho? Se transformou num lindo corte, aceitando seus belos cachos e mostrando-os para o mundo. Uma pequena ação tão simbólica e empoderada! Ela começou a participar de grupos sobre endometriose e conduzir trabalhos com pessoas que também têm. Que processo libertador! A alegria voltou e, com ela, a liberdade e a leveza.

Tudo isso foi acontecendo ao longo da Pós-graduação em Coaching Ontológico. Desabrochando, ressignificando, reencontrando o caminho para si mesma. O incrível disso – e grandioso – é que quando fazemos este caminho de olhar para nós com verdade e amorosidade, nunca termina em nós. Sempre transborda.

Ana Karenina se tornou coach, como gostaria desde o primeiro dia, e vive deste ofício hoje. Reconstruindo a vida, já voltou a morar sozinha. Resolveu fazer teatro e se apresentou outro dia. Tem um blog e continua como ativista dos cuidados em relação à endometriose. E sua fé, ressignificada, continua de vento em polpa e livre!

Quando as pessoas conhecem a sua história, a validam ainda mais! Aí está a beleza do compartilhamento. Aí está a importância de nos permitirmos falar sobre nossas dores. Aí está a possibilidade de inspirarmos e sermos inspirados. Aí está a grandeza de ser e se tornar coach.


Outras tantas histórias – centena delas – poderiam ser contadas aqui. São histórias belas de transformação e do se tornar “vida a serviço da vida” por meio da Pós-graduação em Coaching Ontológico. Quero convidar você para assistir, brevemente, a outras 3 histórias:

 

A primeira história é da Thayana, uma jovem trainee. Ela chegou à nossa Pós-graduação em busca de transformação pessoal. Veja o que ela encontrou:

 

A segunda história é do Pastor Walter da Mata, que reafirmou ainda mais seu propósito de ser chama, de servir aos outros com a sua luz:

 

Por último, a história da Cláudia Nogueira, a servidora pública que se encantou pelo processo de aprendizado gerado pela pós e projetou o coaching como sua segunda carreira.

 

Conheça a nossa Pós-graduação em Coaching: